Novo Fôlego
Duas mulheres têm suas trajetórias entrelaçadas em um filme que investiga o tempo como espelho, revelando no reflexo o que permanece — inclusive aquilo que não se completa.
Duas mulheres têm suas trajetórias entrelaçadas em um filme que investiga o tempo como matéria viva da experiência. Ao revisitar a história de Juliana Coutinho Oliveira, a diretora Juliana Araújo Cruvinel percebe que narrar a vida da outra implica atravessar também os próprios espelhos.
Construído a partir de mais de quinze anos de registros — imagens, arquivos, fragmentos e reencontros — Novo Fôlego organiza-se como uma espiral narrativa que abandona a linearidade cronológica e se deixa guiar pelas emoções, pelos vínculos afetivos e pelas transformações vividas por suas protagonistas.
Cada retorno à memória revela um novo fragmento de sentido. O corpo deixa de ser apenas tema e passa a ser território onde o tempo se inscreve, se transforma e se revela.
Mais do que reconstruir o passado, o filme propõe um deslocamento: aquilo que permanece não é apenas o fato vivido, mas a consciência do que foi perdido, aprendido e reinventado.
Entre vozes, silêncios e arquivos, Novo Fôlego constrói uma cartografia sensível da maturidade — onde memória e presente coexistem, e o gesto de filmar transforma a experiência em linguagem.


















