A Flor

A Flor do Cerrado Filmes é uma produtora audiovisual autoral e independente dedicada a contar histórias.

Histórias que atravessam pessoas, territórios e gestos. Histórias que surgem do encontro entre olhar, escuta e experiência.

Para nós, toda narrativa começa antes da câmera — na investigação, na pesquisa e na convivência com aquilo que se quer compreender. É nesse processo que as histórias revelam sua força e sua verdade.

A Flor do Cerrado Filmes desenvolve obras para cinema, televisão e narrativas seriadas, além de projetos documentais e visuais contemporâneos. Fundada por Juliana Araújo Cruvinel, atua como núcleo independente de criação, direção e produção, com foco na construção de uma linguagem autoral consistente.

Com quase duas décadas de trajetória no audiovisual, a Flor estruturou uma investigação contínua sobre identidade, território e corpo. Seus projetos partem da observação do gesto situado — entendendo que é no corpo, em ação ou em silêncio, que se revelam traços de uma identidade atravessada pelo tempo.

Entre suas principais obras está o longa-metragem Novo Fôlego, desenvolvido ao longo de mais de quinze anos. O filme investiga permanência, afeto e a capacidade de se mover e se reinventar continuamente, compreendendo o corpo como território onde o tempo se inscreve, se transforma e se revela.

Dialogando como linhas complementares desse mesmo olhar, destacam-se também os projetos Rastros de Cena, estudo sobre a construção da cena e do processo criativo nos palcos; De Olho na Estrada, acervo de milhares de fotografias realizadas em deslocamentos pelo Brasil; e a série documental Reta do Improviso, que articula gesto, arquitetura, escuta e território para compor um retrato sensível do Brasil contemporâneo.

Paralelamente às obras autorais, a Flor do Cerrado realiza projetos institucionais, culturais, fotografia e design, aplicando rigor técnico e consistência narrativa em todas as etapas da criação, da pesquisa à finalização.

A Flor nasce do Cerrado brasileiro, território de resistência e reinvenção. Assim como a própria flor do cerrado, que ressurge após o fogo transformando o presente, a produtora também se reinventa no tempo sem perder sua essência.

Ao longo de sua trajetória, acompanha as transformações da linguagem e da tecnologia — do analógico às plataformas digitais e à inteligência artificial — incorporando cada ferramenta como expansão criativa de diálogo com seu tempo.

A Flor do Cerrado tem como horizonte a construção de um patrimônio imagético e cultural: um banco vivo de imagens, sons, gestos e narrativas que permanecem no tempo, alimentam novos projetos e dialogam com o Brasil em movimento.